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Manuel Vasques
 O mais subtil e elegante dos 5 violinos
Era um jogador extraordinário, o mais subtil e elegante dos cinco violinos. Tinha um talento superior, um sentido estético sumptuoso em tudo quanto fazia e uma atitude distante que nem sempre agradava aos adeptos. Não alinhava em correrias, em choques ou em esforços gloriosos; limitava-se a estar, a ver, analisar e a agir quando entendia ter chegado o momento. Futebolista de todo o espaço de ataque, Manuel Vasques não tinha a coragem de Peyroteo; nem a inocência de Albano; nem a regularidade de Travaços; nem a generosa capacidade para ir ao fundo de si mesmo como Jesus Correia. Assim cresceu um dos grandes mitos do futebol português que, ao longo de 13 temporadas, marcou uma época no Sporting. Em 278 jogos fez 191 golos em jogos a contar para o campeonato nacional (segundo melhor marcador da história leonina), parcial retirado de um total mais amplo, contabilizando todas as partidas – 492 e 312 golos. Vasques actuou 26 vezes na Selecção (sem o brilho que seria de esperar) e conquistou onze títulos pelo clube – foi campeão nacional oito vezes, ganhou a Taça de Portugal em duas ocasiões e ainda venceu um campeonato de Lisboa.
Curiosidade
 Vasques despediu-se de Alvalade em Agosto de 1959 depois de marcar 312 golos em 492 jogos
Jogador de fino recorte, Vasques conheceu um apelido que o acompanhou pela vida fora: Malhoa. Era um grande artista e o melhor exemplo de que génio e regularidade nem sempre andam de mãos dadas. A sua relação com os adeptos nem sempre foi pacífica mas, a 30 de Agosto de 1959, as bancadas de Alvalade despediram-se com saudade de um dos melhores jogadores leoninos de sempre. Vasques, tal como Travaços, teve ainda oportunidade de jogar nas competições europeias, nas quais apresenta o saldo de 4 jogos e 1 golo.
In Record
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