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RUI JORDÃO
 Rui Jordão estreou-se frente
ao Vasco da Gama em 1977
Foi um ponta-de-lança extraordinário, talvez aquele que, na sua geração melhor adaptou as condições de futebolista e goleador.
Pode ter havido melhores jogadores, houve certamente melhores marcadores de golos, mas nenhum conjugou de modo tão perfeito a técnica individual, a elegância dos gestos e os números exuberantes como goleador absolutamente fantástico.
Jordão foi um fenómeno absoluto desde que começou a jogar em Benguela (Angola), de onde veio rotulado como novo Eusébio.
Ao fim de 5 épocas no Benfica, foi transferido para Saragoça, onde conheceu um martírio que lhe pôs à prova a capacidade de sofrimento.
Perdido num clube onde não foi tratado decentemente, o Sporting foi lá resgatálo para o arranque de 9 épocas inesquecíveis em Alvalade.
A 30 de Agosto de 1977, num jogo particular com os brasileiros do Vasco da Gama, Jordão estreou-se com a camisola verde e branca - marcou os 2 golos da vitória por 2-1.
Ao longo desse período, foi duas vezes campeão nacional, venceu a Taça de Portugal em duas ocasiões e uma Supertaça.
Marcou 187 golos num total de 279 jogos oficiais, com um parcial de 207 jogos e 141 golos a contar para o Campeonato Nacional.
CURIOSIDADE
 Atacante do Sporting marcou perante a URSS o penálti que
permitiu a Portugal o apuramento para o Campeonato da Europa
No Euro 84, Jordão estava no topo. No grande palco deliciou os adeptos e pôs Portugal a sonhar, apontando 2 golos na meia final com a França.
A sua carreira não foi a mesma depois disso. Passou a jogar e a marcar menos, até ao divórcio com o Sporting, no fim de 1985/86.
Nessa altura, surgiu em grande forma no fim da época de tal forma que José Torres ainda pensou levá-lo ao México, na condição de que actuasse em determinado jogo com o Benfica.
Manuel José não aceitou a proposta e Jordão ficou em terra.
In Record
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