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Pedro Barbosa
Tinha um estilo que despertava paixões, incluindo as de sentido oposto, na própria família verde e branca. Assente na estética preguiçosa de quem parecia fazer tudo em esforço, escondia-se um génio do futebol, que pensava mais depressa, executava melhor e tinha a arte sublime de simplificar os lances aparentemente mais complicados. Pedro Barbosa foi um jogador fora do tempo, respondeu com os melhores argumentos do grande futebol á tresloucada obsessão de choques, correrias sem sentido e todo o arsenal de grosserias que, nos dias de hoje, são apontadas como sinónimo de modernidade. Ao cabo de dez épocas em Alvalade, muitos dos quais vividos na pele de capitão de equipa, os seus números são suficientemente eloquentes para figurar na galeria dos mais destacados jogadores leoninos de sempre: um total de 341 jogos oficiais pelo clube, com 51 golos marcados, dos quais 259 jogos e 39 golos só a contar para o campeonato nacional. Barbosa foi campeão por duas vezes, ganhou uma Taça de Portugal e duas supertaças nacionais. Representou a selecção Nacional em 22 ocasiões, 15 das quais como jogador do Sporting.
 Pedro Barbosa - um estilo que despertava paixões
Curiosidade
No final da época 2004/05, assumindo grande protagonismo na caminhada europeia do Sporting( 13 jogos e 2 golos), Pedro Barbosa capitaneou a equipa que defrontou o CSKA, em Alvalade , na final da Taça UEFA, perdida de modo incrível.
Dias depois defrontou o Nacional da Madeira, na última jornada da Liga. O Sporting voltou a perder e Barbosa acabou expulso naquele que foi o seu último jogo com a camisola verde e branca. Pouco tempo depois surgiu o divórcio entre as partes.
 A taça UEFA perdida e a dispensa que se seguiu constituíram saída inglória de um grande capitão: dez anos em Alvalade e cinco titulos nacionais
In Record
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