LEÃO AMEAÇADOR
CLÁSSICO SEM GOLOS
Espera-se sempre o melhor dum clássico – emoção, espectáculo e golos. Sábado à noite o cartaz estava montado, o cenário era fantástico, o estádio estava praticamente cheio, mas caiu pela base na primeira parte.
Houve um mar de intenções, muita vontade, mas o jogo acabou por caracterizar-se mais pela luta e pela quezília dentro das 4 linhas, do que propriamente pela espectacularidade do futebol, o árbitro esteve muito mal durante a partida, foi muito tendencioso, pois puniu os leões com cartões amarelos (em certos casos desnecessariamente), não usando o mesmo critério em relação ao Porto, pois houve uma falta duríssima de Lucho a Derlei, que a meu ver era passível de cartão vermelho, e o jogador argentino nem sequer viu a cartolina amarela.
Escassearam oportunidades, lances capazes de levantar plateias, faltaram jogadas bem delineadas. O último clássico da temporada merecia sem dúvida mais bola corrida, foi um encontro muito táctico, insosso e mal servido.
Os Azuis e Brancos tiveram a chama mais apagada e sentiram sérios problemas em ultrapassar a forte estrutura defensiva do Sporting, muito bem liderada por Polga. Houve muito mérito por parte dos leões, pressionando mais à frente, para que o trio composto por Lisandro López, Hulk e Rodríguez, nunca recebessem a bola em condições de criar lances perigosos. Tiago limitou-se a ser um mero espectador, contando com a preciosa ajuda de Pereirinha, que salvou em cima da linha um cabeceamento muito perigoso de Rodríguez.
O Sporting mostrou-se uma equipa segura de si, sem feridas aparentes face à pesada derrota em casa com o Bayern. Sem quaisquer tipos de fantasmas na cabeça, os jogadores de Paulo Bento mostravam um futebol sólido na defesa e um pouco mais atrevido em termos atacantes. Foi uma equipa coesa e inteligente, bastante calculista, pois procurava explorar a falta de rotina de alguns jogadores do Porto, como é o caso de Pedro Emanuel, na ala direita da defesa, criando dessa forma rápidos contra ataques, e até conseguiu espalhar o pânico por duas vezes, quando Levezinho cabeceou ao ferro, graças a um excelente cruzamento de Pereirinha, Liedson falhou o golo na pequena área portista, face a um descuido de Bruno Alves.
A primeira parte chegava ao fim, sem golos para ambas as equipas.
Durante a segunda parte houve maior domínio e autoridade dos dragões, o que fez com que o Sporting recuasse um pouco mais, tendo menos posse de bola.
A intensidade e volume do jogo começaram a ser maiores, Rodríguez começava a criar algumas situações de aparente perigo, mas sem resultados, as únicas oportunidades foram através de jogadas de bola parada.
O Sporting continuava à procura de furar a barreira azul e branca, tentando chegar à grande área do FCP. Aos 53 minutos Izmailov consegue ir à linha e cruzar a bola, mas Bruno Alves afasta o perigo, aos 58 minutos, livre directo de Rochemback a rematar fortíssimo mas contra a barreira, aos 67 minutos Derlei teve mais uma oportunidade de inaugurar o marcador, mas rematou muito alto, aos 85 minutos, livre de Moutinho, com Derlei novamente a não conseguir o golo. Várias foram as oportunidades do Sporting para fazer o tento da vitória, mas infelizmente não o conseguiu, deixando os adeptos que lá estavam, em desespero.
Já a terminar o jogo, houve mais um momento de ânimos exaltados por parte dos jogadores de ambas as equipas na grande área leonina, o árbitro mostra cartão amarelo a Rodríguez (muito bem assinalado), Tiago é também castigado com um cartão da mesma cor do seu adversário, alegando a equipa de arbitragem, que o guardião do Sporting reteve por algum tempo a bola, não dando continuidade ao jogo.
Aos 90.4 Liedson recebe uma bola na área e atira ao lado. O jogo terminava com um empate a 0-0.
Quero dar os meus parabéns ao SCP, que mostrou aos Portistas (em geral), ser uma equipa organizada, bem estruturada e com capacidade de luta, e ao contrário do que muitos deles pensavam, o facto de terem perdido com o Bayern, não os intimidou de forma alguma, pelo contrário, jogaram muito bem defensivamente, chegando a ser superiores aos campeões nacionais nos vinte / vinte e cinco minutos iniciais.
Quero igualmente dar os meus sinceros parabéns às claques do Sporting, especificamente à “TORCIDA VERDE”, que durante todo o jogo não parou de entoar cânticos de apoio ao Sporting, foi incansável.
Eu também lá estive e quero repetir a experiência em futuros jogos, Viva a Torcida e Viva o Sporting Clube de Portugal.
O meu muito obrigado
A Leoa do Norte
Susana Mourato
02/03/2009