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HOMENAGEM ANTÓNIO OLIVEIRA
ANTÓNIO OLIVEIRA CRIOU UM MITO EM ALVALADE
 
Por cada leão 
outro se levantará! “
 
Frases há que se tornam célebres, desafiando a lei do tempo. A do astronauta Neil Armstrong, ao iniciar pequena caminhada na Lua, é disso exemplo – “ Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade.”

Numa escola distinta, mas assumindo primordial importância no universo do Sporting, surge a tirada do então médio leonino António Oliveira, imortalizada em placa colocada no antigo estádio – “ Por cada leão que cair outro se levantará! “.

A máxima nasceu a 22 de Março de 1982 ( embora na placa surja uma data diferente: 16 de Maio de 1982 ), em vésperas de um Sporting – Benfica.

O actual presidente do Penafiel era o mais influente jogador dos leões, aquele em quem todos os adeptos depositavam as esperanças, o chamado “ insubstituível”. Infelizmente para os sportinguistas, António Oliveira havia sofrido uma lesão dias antes, no Bessa, encontrando-se com a perna direita engessada , obviamente, privado de dar o contributo à equipa.

Colocava-se em dúvida a capacidade de o Sporting superar o Benfica sem a estrela da companhia. A questão acabou mesmo por ser dirigida ao próprio António Oliveira que respondeu: “ Não sou meia equipa! Se eu não jogar outro jogará tão bem ou melhor do que eu! “ E, as páginas tantas, saiu-lhe a mítica frase proferida num tom... quase profético.

Dias mais tarde, a 28 de Março de 1982, o Sporting recebeu e superou ( 3-1 ) o Benfica, num encontro marcado pelo “ hattrick “ de Jordão, o tal leão que se levantou, e pela agressão de Bento a Manuel Fernandes.
 
António Oliveira
Génio. António Oliveira dominava o espaço entre a linha do meio-campo e a baliza adversária 
 
 
CAMPEONATO, TAÇA DE PORTUGAL E SUPERTAÇA
 
Três troféus vestido à Sporting
 
Quatro são as épocas – de 1981 a 1985 – que António Oliveira passou no Sporting, conquistando três títulos: Campeonato ( 81/ 82 ) e Supertaça ( 81/ 82, apesar desta competição ter sido disputada na época seguinte, como é habitual ).

Natural de Penafiel, António Oliveira chegou a Alvalade em 1981.

Sublime a executar os movimentos que dominava, não podia ser considerado um ponta-de-lança, tão pouco
um extremo ou um médio, abarcando na perfeição todo o espaço que mediava entre a linha que dividia o campo e a baliza adversária. Apontou 27 golos nos 66 jogos que realizou com o leão ao peito no campeonato nacional.

Na sequência do afastamento técnico Malcolm Allison, o presidente João Rocha convida-o, a 17 de Agosto de 1982, para assumir o cargo de treinador, acumulando-o, a 17 de Agosto de 1982, para assumir o cargo de treinador, acumulando-o com as funções de jogador. Não foi feliz e demitiu-se a 24 de Abril de 1983, mantendo-se como jogador até final de 84/ 85, sendo orientado por Josef Venglos e John Toshack.
 
 
Desaire com camisa Penafidelense
 
Saído do Fc porto, Oliveira surpreendeu tudo e todos ao assinar por uma época pelo Penafiel, a equipa da terra dele. O vínculo foi rubricado em Setembro de 1980, sendo válido até ao final de Maio do ano seguinte.

Entrava no Penafiel na condição de jogador-treinador, ganhando simbólico ordenado de 45 contos. A 15 de Fevereiro de 19811, quando já havia assumido compromisso com o Sporting para a época seguinte, Oliveira visitou Alvalade com o Penafiel. Manoel apontou o tento solitário da partida dando a vitória ao Sporting.

Oliveira rubricou excelente exibição.

“ O empate não era escandaloso. Saímos com a cabeça levantada”, sustentou o génio.
 
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