A notícia de Rui Santos ter sido agredido por encapuzados à saída do seu programa na televisão, merece-me uma dupla repulsa.
Em primeiro lugar porque agressão, seja qual for a forma que tome, não é modo de confrontar alguém que não pensa como nós ou diz coisas que não gostamos de ouvir.
Em segundo lugar porque tapar a cara quando se agride torna a atitude ainda mais reprovável.
O que se passou foi um acto premeditado e regozijo-me por não ter ido mais longe.
Nem sempre o que ele diz me agrada, muitas das vezes até porque me parece que tem razão?!
Nota-se que estuda as questões e analisa os factos de modo que, decerto, lhe parece correcto. Nem sempre poderemos concordar com ele.
Mas, também, nem sempre as coisas parecem a todos do mesmo modo.
Há que respeitar a pluralidade.
E tratando-se de um analista das coisas do desporto, ainda menos se compreende esta atitude que nada tem de “desportiva”.
Todos temos o direito de pensar sobre as questões e os factos que nos interessam e de expressar as nossas ideias sem estarmos sujeitos a agressões que, no meu entender, tiram qualquer razão que o agressor, porventura, possa ter.