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Carlos Freitas continua no Sporting
Depois de um período de reflexão, durante o qual questionou a sua utilidade para o Sporting CP como gestor de activos, Carlos Freitas decidiu-se pela continuação, considerando que, apesar de “alguns erros cometidos de boa fé”, o seu trabalho foi positivo.
Na entrevista concedida a Record, Carlos Freitas considera as críticas como necessárias para a melhoria do desempenho mas afirma que “o que não é positivo ouvir é um conjunto de insinuações, algumas dfelas a rondar a ofensa da dignidade do indivíduo e suspeitas atiradas para o ar sem base de fundamentação”. Terá sido este tipo de críticas que o levou a esta reflexão.
Foi muito criticado pelas contratações que fez, sobretudo dizendo-se que o “banco” do Sporting CP não possui qualidade que permita as alternativas que as circunstâncias muitas vezes impõem. Uma verdade que, segundo Carlos Freitas, se deve à ainda não adaptação de alguns dos reforços contratados, necessitando, alguns, de mais tempo para se integrarem.
No início desta época, para além da já esperada saída de Nani e da eventual saída de Caneira por exigência do clube que o emprestou, o Sporting CP viu-se a braços com dois novos casos não esperados. As saídas de Ricardo e de Tello, para os quais houve que encontrar alternativas de última hora, procurando entre jogadores já anteriormente referenciados pelo Sporting CP.
Carlos Freitas está a gora a avaliar a possibilidade de reforços na reabertura do mercado em Janeiro, apesar da pequeníssima margem de manobra que possui perante o planeamento rigoroso feito para esta época.
Considera os reforços deste ano como capazes de se afirmarem, incluindo os que não tem sido mais utilizados, como Derlei, Pedro Silva, Gladstone e Celsinho.
Como sabemos, Pedro Silva e Derlei sofreram lesões graves das quais ainda recuperam. Sobretudo Derlei estava a revelar utilidade para a equipa, dando indicações de poder fazer uma muito boa época. Espera-se que regresse em Março.
Pedro Silva acabou por não mostrar o que pode valer, ainda que as provas dadas pareçam positivas.
Gladstone tem pela sua frente jogadores como Polga e Tonel, não sendo fácil roubar-lhes o lugar, mas pode e deve ser uma boa alternativa quando disso houver necessidade. Foi internacional nas camadas jovens do Brasil, onde mostrou o seu valor.
Celsinho será uma aposta de futuro. Por sua vez, Vukcevic e Izmailov são já bem conhecidos pela frequência da sua utilização e são, sem dúvida, reforços cuja utilidade se vai revelando de jogo para jogo.
Considera que Purovic se revelará depois de ultrapassar as dificuldades iniciais, entre as quais a dificuldade de comunicação, enquanto Stojkovic tem uma larga margem de progressão e já dá tranquilidade ao Sporting CP.
As alterações na equipa neste início de época foram, de facto, muitas e teriam de afectar o desempenho do grupo que, por isso, teria de percorrer o caminho de uma reestruturação e de aquisição de mecanismos, o que leva o seu tempo.
Não prometeu reforços em Janeiro mas considera que, por vezes, surgem oportunidades que são de aproveitar como, aliás, sucedeu com Jardel.
Recorde-se que Carlos Freitas é, por alguns, considerado como um “portista infiltrado” e não nega a simpatia que teve pelo F C do Porto. Porém diz que agora sofre como os que mais sofrem com os insucessos leoninos. Afirma, mesmo, que nasceu nele uma paixão pelo Sporting CP.
09.11.2007
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