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PALMEIRAS E MANCHA VERDE
A nossa festa já ultrapassou o Oceano.

O Palmeiras e a Mancha Verde, associaram-se a esta festa, por intermédio de Daniel Venneri e José Victor (responsável pelo site Palestrinos que pode visitar pelo link no topo inferior desta página).

Os Sportinguistas surgem em todos os paises do Mundo e sem dúvida querem estar unidos e festejar este Centenário.
Palmeiras
Sociedade Esportiva Palmeiras
 
A colônia italiana em São Paulo, em 1914, já era muito grande. E numa cidade com 300 mil habitantes, os descendentes dos primeiros imigrantes - os ítalo-brasileiros - também faziam parte das reuniões das entidades culturais. De associações esportivas, porém, a mais famosa era a Societá dei Canotieri (atual Clube Espéria), que se dedicava ao remo. Mas fazia tempo que Luigi Cervo, Vicente Ragognetti, Luigi Marzo e Ezequiel Simone - todos apreciadores do futebol - sonhavam com a criação de um clube que pudesse enfrentar de igual para igual as já consagradas equipes do Paulistano, A.A.das Palmeiras, Americano.

Chegaram a pensar na fundação de um setor de futebol para a Societá dei Canotieri, mas acabaram desistindo. Foi então que aconteceu o fator decisivo para a reunião da colônia italiana em torno de uma única idéia: a formação de um clube de futebol. Esse fato histórico foi a excursão que os clubes italianos Torino e Pró-Vercelli fizeram a São Paulo em agosto de 1914.

O sucesso dos italianos que se exibiram no Velódromo foi tão grande que a colônia ficou agitada. Cervo, Ragognetti, Marzo e Simone sentiram o momento de agir.

O Fanfulla - jornal da colônia italiana em São Paulo - era o veículo de difusão da idéia que eles precisavam para motivar os outros. Cervo sugeriu a Ragognetti a publicação de uma carta convocando os italianos e brasileiros interessados em futebol a comparecerem no dia 19 de agosto no Salão Alhambra para a fundação de um clube de futebol. As 35 pessoas que compareceram naquela noite não entraram num acordo e nova reunião foi marcada para o dia 26.

Efetivamente, no dia 26 de agosto de 1914, no mesmo Salão Alhambra, 46 pessoas presentes legalizaram oficialmente a fundação da Societá Sportiva Palestra Itália.
A primeira diretoria foi assim formada:
Presidente: Ezequiel Simone
Vice-Presidente: Luigi E. Marzo
Secretário: Luigi Cervo
Vice-Secretário: Antonio Auliciano
Revisores de contas: Guido Gianetti, Oreste Giangrande e Armando Rebucci
Caixa: Francisco De Vivo
1º Mestre Sala: Alvaro F. da Silva
2º Mestre Sala: Francisco Marelli
Inspetor de Sala: Vicente Cileno e Adolfo Izzo
Diretor Esportivo: Vicente Ragognetti
MANCHA VERDE

Mancha verde 2
 
HISTORIAL MANCHA VERDE:

SURGIMENTO

A Mancha Verde foi fundada no dia 11 de janeiro de 1983, resultado da fusão de três antigas torcidas organizadas (Império Verde, Inferno Verde e Gremio Alviverde). Na época sentia-se a necessidade de se organizar uma nova e sólida representação para a Torcida Palmeirense nas arquibancadas.

O NOME MANCHA VERDE

Composta na época de sua fundação basicamente por jovens e adolescentes, sugeriu-se uma denominação que se tornaria inclusive o símbolo representativo da Torcida, baseado em um dos personagens das revistas em quadrinhos. Tal personagem passava uma imagem de irreverência e rebeldia, mas sempre aliada ao humor e a uma inegável simpatia, fatores estes preponderantes nesta escolha. Portanto não existe maldade na expressão "MANCHA" no nome da Torcida, sendo que a sua colocação no sentido pejorativo sempre foi feita por aqueles que procuram atingí-la e difamar até nestes pequenos detalhes.
Mancha verde 3
A MANCHA VERDE E SEUS OBJETIVOS

Um fato é incontestável: nenhuma torcida cresceu tanto em tão pouco tempo. A Mancha chegou a possuir aproximadamente 18.000 associados oriundos de todas as classes sociais e uma das maiores representatividades ativas nas arquibancadas brasileiras. A sua organizaçãoe estrutura foi se formando a cada ano de maneira sempre progressiva. Sempre foi uma entidade totalmente independente, cujos integrantes sempre pagaram ingressos nos estádios e que se manteve às custas de mensalidades destes associados e da venda de camisetas, bonés, plásticos adesivos, etc. Sua sede social sempre possuiu todas as condições e equipamentos necessários à administração e ao atendimento dos interesses da coletividade, com várias opções de lazer e mantendo-se aberta à população em geral para campanhas assistenciais e de emergências. O objetivo da Mancha Verde sempre foi o de levar aos estádios onde se apresenta a S. E. Palmeiras, todo o seu amor e incentivo a este clube, festejando e enfeitando o espetáculo do Futebol e sempre da maneira mais ordeira e pacífica possível desde que houvesse reciprocidade de tratamento. Além disso a entidade sempre promoveu diversas competições esportivas entre seus associados e simpatizantes, chegando a oferecer aos mesmos, assistência médica através de convênio firmado com hospital de primeira linha. Prestou serviços de utilidade pública tais como as campanhas de agasalho, doações ou intermediação para doações quando possível. Promoveu também inúmeros eventos sociais.
A característica maior da Torcida Mancha Verde, embora por alguns contestada, é a de ser o legítimo "porta-voz" dos torcedores palmeirenses nas arquibancadas, situação reconhecida e até por muitas vezes solicitada pela grande maioria destes torcedores.
O MAIOR LÍDER - UM DOS MAIORES PALMEIRENSES

Como falar da Mancha Verde sem falar de Cléo Sóstenes? Seja nos momentos formais ou informais, a Mancha Verde nunca deixará de reverenciar a memória daquele que foi seu maior líder e maior amigo, a quem deve mais do que simples agradecimentos. Trata-se de Cléo Sóstenes - O Guerreiro Cléo. Guerreiro no melhor sentido da palavra, que de alguma maneira temos a certeza de que estará sempre conosco.

FUNDADORES (POR APELIDO OU PRIMEIRO NOME) CONSTANTES NA ATA DE FUNDAÇÃO

- Cléo
- Moacir
- Paulo Serdan
- Marcão
- Mario Milesi
- Dorival
- Atibaia
- Peruche
- Ricardo
- Alex
- Aquiles
- Mario Carapello
- Kokay
- Antonio Carlos
- Valmir

SÃO CONSIDERADOS TAMBÉM FUNDADORES E MERECEM SER CITADOS, EMBORA NÃO OFICIALMENTE CONSTEM NA ATA DE FUNDAÇÃO

- Marinho
- Flávio
- Beto
- Nivaldo
- Ari
- Marcelinho
- Dario
- Gaúcha
- Tarso
- Bobeira
- Nandão

Nosso eterno respeito também para aqueles que mesmo não tendo sido citados, ajudaram e estão ajudando a construir a Mancha Verde.
Mancha verde 4
TODOS OS PRESIDENTES

-
Dorival Menezes (83/84)
- Nelson Ferraz da Silva Barros (Atibaia) (85/86)
- Cléo Sóstenes Dantas Silva (87/88)
- Moacir Bianchi (89/90)
- Ricardo Raphael Rodrigues (91/92)
- Paulo Rogério de Aquino (93 em diante)
PAULO ROGÉRIO DE AQUINO (OFICIALMENTE); PAULO SERDAN (PARA OS OUTROS); PAULINHO (PARA NÓS)

Simples palavras nunca serão suficientes para que possamos externar o significado do Paulinho na história da Mancha Verde. Não se trata apenas de participar da história da Mancha, pois a exemplo do Cléo, a sua vida também está fazendo a nossa história, e a Mancha Verde também é a sua vida. Nunca poderemos esquecer que no momento mais difícil e até mesmo desesperador da história da Mancha, foi o Paulinho que teve a coragem, o espírito empreendedor, a liderança e o carisma para reverter a situação. Mais que isso, por construir para a Mancha, conquistas eternas em todos os segmentos. Se as críticas e a inveja às vezes são inevitáveis, mais inevitável ainda será a eterna gratidão e o eterno respeito da família Mancha Verde.
A AUTODEFINIÇÃO
Não somos somente uma agremiação, uma grande família ou um grupo de pessoas reunidas em torno de um interesse comum. A MANCHA VERDE possui algo mais, talvez de difícil compreensão para aqueles que não nos conhecem. Existe entre nós um sentimento de união e amizade forte o bastante para que possamos superar qualquer obstáculo e para que continuemos a incentivar e defender as cores da S.E. PALMEIRAS que é a razão de nossa existência. Assim somos e assim continuaremos.
G. R. C. Escola de Samba Mancha Verde

O segundo semestre de 1995 com certeza representou o pior momento da história da Torcida Mancha Verde, pois todos os segmentos que tinham interesses políticos ou financeiros contrários às Torcidas Organizadas, concentraram-se naquele lamentável episódio da briga entre Palmeirenses e São Paulinos no Pacaembú. Episódio este em que ficou absolutamente claro que não tivemos culpa pelo acontecido. No entanto estes segmentos levianos, principalmente boa parte da imprensa, aproveitou-se para acusar, difamar, e "plantar" informações absurdas e caluniosas contra as Torcidas, tendo como alvo principal a Mancha Verde. Sem dúvida foi uma fase terrível, onde fomos leiana e impiedosamente colocados contra a opinião pública. E quando tentamos nos defender, acabamos sendo censurados justamente por quem mais sofreu com a censura neste país. Foi um momento em que era preciso muita coragem para simplesmente afirmar que pertencíamos a Mancha. Foram ataques e mais ataques, mentiras e mais mentiras. Sumiram as pessoas que nos apoiavam e revelaram-se os falsos amigos e falsos "Manchas".

No entanto, devido à garra e ao amor pela entidade de alguns abnegados, o nome Mancha Verde não sucumbiu. Mesmo por que precisávamos provar a "eles" que as coisas não são bem assim. Que não seria um simples processo da justiça que acabaria com toda a tradição, toda a história e todas as lutas de uma comunidade forte como a nossa e com tudo que ela sempre representou. Teríamos que lembrar a "eles" que neste país desde há muito tempo já não se praticava o fechamento de instituições meramente por interesses de elites. E quem seriam "eles" para nos tomar o direito de existir?

E foi na busca deste nosso direito de existir, que num ato de coragem, contra tudo e contra todos, decidimos fundar em 18 de Outubro de 1995 o Grêmio Recreativo e Cultura Bloco Carnavalesco Mancha Verde, atualmente Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Mancha Verde.

Mas não foi somente em decorrência destes fatos que esta nova Entidade totalmente distinta da Torcida foi fundada. Pois bem antes daquele episódio, a Mancha como Torcida já havia adaptado seu Estatuto Social e já estava com sua participação assegurada no Carnaval Oficial da cidade de São Paulo como Bloco Carnavalesco.

Além disso os fatos estão provando que a criação desta nova Entidade não representou um "drible" na justiça, como nos acusaram de ter feito na época, os idiotas de sempre. Pois hoje é inegável o respeito e o reconhecimento da Comunidade do Samba para com a Mancha Verde. Além disso, possuímos 7 títulos nos 7 carnavais que realizamos. Fomos cinco vezes Campeões e duas vezes vice. E mesmo nestas duas vezes que ficamos com o vice-campeonato, fomos aclamados pelo público e pelos críticos como os campeões de fato. Uma pena que inexplicavelmente este direito não nos foi dado em virtude de absurda avaliação de alguns jurados. Sem falta modéstia, nossos desfiles sempre foram marcados pela grandeza, pela garra e pela beleza. Sabemos que temos muito que aprender ainda e vamos aprender com toda a humildade possível, mas entendemos que não basta apenas participar, mas também procurar engrandecer e honrar o Samba Paulistano.

É com este espírito, com este trabalho e com este respeito que pretendemos alcançar nosso objetivo principal que é o de chegar ao Grupo Especial de Escolas.

Além da vitória moral representada pelo direito de continuar a existir, além das vitórias conseguidas no Carnaval, conseguimos ainda realizar aquele que sempre foi o grande sonho de toda a nossa comunidade: construir nossa Quadra Social própria, que sem dúvida é uma das maiores e mais bem estruturadas do país.

É nesta quadra que hoje podemos realizar nossas atividades do Carnaval de um modo geral bem como as atividades recreativas. Mas principalmente hoje ela nos permite implementar e efetivamente realizar diversos projetos sociais e assistenciais voltados às crianças e à população carente da região. Bem como atividades de lazer, cultura e esporte. E não somente aos nossos associados, pois nossa quadra é aberta à população.

Ninguém mais do que nós lutou ou sofreu tanto pela sua existência. E é por isso que hoje entendemos que uma Entidade como a nossa não pode estar voltada simplesmente a atividades recreativas. Deve, isto sim, avaliar a sua capacidade de contribuição para o Social e efetivamente realizar esta contribuição, buscando atender não somente sua própria comunidade, mas também naquilo que for possível a uma parcela da população.

Mancha verde 1

É por este direito de existir que lutamos. E é lutando por nossos direitos que continuaremos a existir.

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