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1981 - O AGRADECIMENTO DO PAÍS
25 de Setembro de 1981

O agradecimento do País

Em 25 de Setembro de 1981, o País político e desportivo prestou homenagem ao Sporting Clube de Portugal numa cerimónia solene integrada nas comemorações do 75º aniversário, as Bodas de Diamante do Clube. Na ocasião, e na presença do Presidente da República, General Ramalho Eanes, o Sporting foi agraciado com o grau de Membro Honorário da Ordem do infante D. Henrique. O lendário atleta e dirigente Jorge Vieira, então sócio nº 1, foi condecorado como Cavaleiro da Ordem do Infante.

Presidente República

O Sporting assinalou com grande solenidade a primeira comemoração de 75 anos reais de existência de um dos grandes clubes portugueses – o único que faz a contagem dos anos de vida a partir do momento efectivo da sua fundação. O General Ramalho Eanes honrou a sessão solene com a sua presença, testemunhando o apreço do Estado pelo trabalho desenvolvido pelo Clube ao longo de sete décadas e meia de vida.

João Rocha, o presidente da Direcção, e Emídio Pinheiro, presidente da Assembleia Geral, fizeram as honras da casa acolhendo com cavalheirismo os representantes dos principais órgãos de soberania, das várias forças políticas do País, da instituição militar e de outros clubes, designadamente rivais como o SL Benfica e o FC Porto, explicando em pormenor o extraordinário esforço desenvolvido pelo Sporting para proporcionar actividade desportiva diversificada à juventude, e não só, de Lisboa e de Portugal. João Rocha recordou que o Sporting tinha criado estruturas para manter em actividade 15 mil desportistas, número que iria subir com as obras em desenvolvimento e que poderia cobrir o equivalente a cerca de 40 por cento da população escolar lisboeta.

Emídio Pinheiro sublinhou o eclectismo mantido desde a fundação do Clube, uma opção dispendiosa mas que estava directamente associada ao espírito da criação do Sporting. Emídio Pinheiro lembrou que se o Sporting se dedicasse apenas ao futebol espectáculo poderia ser uma instituição lucrativa, mas não era essa a relação do Clube com a sociedade, um esforço que o Estado deveria compreender em todas as suas vertentes.

Na presença do Presidente da República, as condecorações ao Sporting e a Jorge Vieira foram entregues pelo ministro de Estado e da Qualidade de Vida, Gonçalo Ribeiro Telles.

A distinção a Jorge Vieira, sócio nº 1, celebrou o verdadeiro espírito do Sporting explicado tanto por João Rocha como por Emídio Pinheiro. Futebolista de eleição, jogador internacional e capitão da selecção portuguesa nos anos vinte, Jorge Vieira incarnou o fair play de maneira exemplar pois foi igualmente árbitro em tempos em que assumir o cargo de juiz dentro das quatro linhas era respeitar a imparcialidade independentemente dos interesses e das cores clubísticas. Por isso, ainda jogador e um jovem, Jorge Vieira foi também o primeiro árbitro internacional português dirigindo um jogo da selecção espanhola em Bilbao e recebendo então os maiores elogios.

As cerimónias do 75º aniversário do Sporting, pela solenidade e pela diversidade dos sectores políticos, sociais e desportivos reunidos comprovaram que, respeitando a letra dos seus Estatutos, o Clube passou por todas as fases da vida do país mantendo-se fiel a si próprio e aos seus princípios, respeitando a diversidade da sociedade e as opções pessoais dos seus sócios e adeptos. Princípios tão válidos hoje como ontem.
 
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